Bichinhos de estimação ajudam no desenvolvimento da autorregulação emocional e na socialização
A relação entre o ser humano e os animais domésticos, como gatos e cachorros, traz inúmeros benefícios para ambos e não seria diferente com o público infanto-juvenil. A pediatra Larissa Flores, que atua no Hospital da Criança de Alagoas (HCA), em Maceió, explica a importância do convívio com os bichos para o desenvolvimento dos pequenos.
Em 2024, uma pesquisa realizada pela Quaest, divulgou que 72% das pessoas possuem animais em casa no Brasil, colocando o país como a terceira maior população de bichos domésticos do mundo. Entre os benefícios citados pelos entrevistados no levantamento, estão fatores como trazer felicidade (98%), apoio emocional (96%) e segurança (95%).
Essas também são algumas das vantagens em ter um animal para o desenvolvimento infantil.
“Os animais ajudam no desenvolvimento da autorregulação emocional das crianças, na sua socialização, no desenvolvimento do senso de responsabilidade. A partir dos 2 anos, elas já começam a aprender a colocar comida e entender que a alimentação ajuda os bichinhos a ficarem saudáveis”, acrescenta a pediatra.
Os animais possuem um curto tempo de expectativa de vida. Para os cachorros, entre 10 e 13 anos; e para os gatos, entre 13 e 20 anos. Com isso, muitas crianças e jovens aprendem a lidar com o luto e com a perda.
Já no contexto hospitalar, a pediatra Larissa Flores explica que já existem estudos que associam a presença dos animais como meio de melhorar a saúde da criança.
“É observado que crianças têm liberação de hormônios de bem-estar quando têm contato com os bichinhos, diminuindo a frequência cardíaca de modo que elas ficam mais tranquilas”, enfatiza a profissional.
Outro ponto positivo para as crianças é a diminuição da chance de desenvolver doenças alérgicas. Bebês que têm contato com cães e gatos durante o primeiro ano de vida são mais saudáveis e contraem menos infecções respiratórias do que os que não têm esse convívio, porque os animais influenciam na maturação do sistema imunológico e leva a menor duração dos quadros infecciosos e maior resistência a doenças respiratórias, explica a médica.
Nataly Lopes / Ascom Sesau