Terceirização de todas atividades é aprovada na Câmara

Deputados aprovaram, na noite de quarta-feira (22), projeto de lei de 19 anos atrás que permite terceirização irrestrita em empresas privadas e no serviço público. A proposta também amplia a permissão para contratação de trabalhadores temporários, dos atuais três meses para até nove meses – seis meses, renováveis por mais três. (Via Estadão)

Chega a 12 o número de países e blocos econômicos que reagiram à operação Carne Fraca

Mais países anunciaram restrições à importação de carne brasileira, no rastro da Operação Carne Fraca. Japão, Hong Kong e Suíça suspenderam as compras de produtos originários dos 21 frigoríficos colocados sob suspeita pela Polícia Federal. A Jamaica foi ainda mais longe: além de suspender as compras, apelou para que a população simplesmente não coma carne brasileira e ordenou que supermercados retirem de suas prateleiras os produtos bovinos. (Via Estadão)

Preço do gás de cozinha fica 9,8% mais caro

A Petrobrás reajusta em 9,8% a partir desta terça-feira o preço do gás liquefeito de petróleo (GLP) para uso residencial vendido em botijões de até 13 kg. O último reajuste realizado pela companhia estatal ocorreu em 1º de setembro de 2015. A correção atual média não se aplica ao GLP destinado a uso industrial. (Via Estadão) 

Coreia do Sul retira embargo da carne de frango do Brasil

Alguns dos maiores importadores de carne do Brasil anunciaram na segunda-feira (20) restrições à compra do produto, o maior efeito econômico até agora da Operação Carne Fraca, deflagrada na sexta-feira pela Polícia Federal. A Coreia do Sul, que havia se juntado ao grupo de importadores, anunciou nesta terça-feira ter voltado atrás, porém intensificando a vigilância. (Via Estadão)

Aposta de Campina Grande leva R$ 5,8 milhões na Mega-Sena

Um apostador de Campina Grande (PB) acertou sozinho as seis dezenas do concurso 1912 da Mega-Sena sorteadas nesta quarta-feira (15), em Barra Bonita (SP). Ele levará para casa R$ 5.848.882,96. De acordo com a Caixa Econômica Federal, o prêmio acumulado para o próximo concurso deve chegar a R$ 3 milhões. Os números sorteados foram: 10, 13, 33, 35, 36, 42. Pela quina, 43 apostas ganharam R$ 38.057,25. Outras 4.556 apostas levaram R$ 513,12 pela quadra.

QUINA

O concurso 4334 da Quina sorteado nesta quarta em São Paulo não teve vencedor. O próximo concurso deve pagar R$ 4 milhões. As dezenas sorteadas foram: 33, 37, 43, 55, 59.

Abono salarial do PIS 2015 poderá ser sacado nesta quinta

Trabalhadores nascidos em maio-junho que são beneficiados pelo Abono Salarial do PIS/Pasep receberão o pagamento do ano-base 2015 a partir desta quinta-feira (16). O benefício, que tem teto de R$ 937, será pago na Caixa Econômica Federal. (Via Notícias ao Minuto)

O que acontece hoje no Brasil

-Nesta terça-feira (28), o Carnaval de São Paulo conhecerá a grande campeã de 2017.

Além disso, a capital paulistana também dará continuidade à folia com os blocos de rua.

-No Rio de Janeiro, os blocos também serão a aposta para divertir o público.

-A Bahia, por sua vez, promete pegar fogo com Claudia Leitte e Bell Marques no Circuito Barra/Ondina.

-Já no Recife, em Pernambuco, Alceu Valença toma conta da festa!

-Em Alagoas, a folia acontece com destaque no litoral.

Imigrante ilegal e com um tumor cerebral mede forças com os EUA

ANTONIETA CÁDIZ

Sem documentos de legalização e com um tumor cerebral, o caso da salvadorenha Sara Beltrán colocou mais uma vez sobre a mesa o debate sobre o tratamento humano ou desumano que é dado aos imigrantes ilegais que estão sob a custódia do governo federal nos Estados Unidos. Beltrán, de 26 anos e mãe de dois filhos, foi detida no centro de Prairieland, em Alvarado, no Texas, enquanto pedia asilo para permanecer no país. No início de fevereiro, começou a apresentar problemas de saúde: dores de cabeça, enjoos, perda de memória, entre outros sintomas. Segundo informações da Associated Press, ela sofreu um colapso em 11 de fevereiro. Agora está medindo forças com a Administração de Donald Trump.

Após os primeiros sintomas, ela foi levada ao hospital Texas Health Huguley, em Burleson, onde diagnosticaram um tumor cerebral. Ela foi então colocada em uma lista de espera para uma cirurgia de emergência. Mas na última quarta-feira, o Serviço de Controle de Imigração (ICE, na sigla em inglês) a retirou do hospital e a devolveu ao centro de detenção.

“Há muita confusão sobre esse caso”, admitiu ao EL PAÍS Michelle Brané, diretora de direitos de imigrantes e do programa de justiça da Women’s Refugee Commission. “Isso não deveria acontecer. O ICE deveria deixá-la em liberdade aos cuidados de sua família, mas já vimos situações semelhantes anteriormente e não me surpreende com esta Administração”, acrescentou.

A família de Beltrán – baseada em Nova York – e seus advogados estão pedindo liberdade condicional humanitária. Segundo informações que entregaram à Associated Press, Beltrán só está recebendo um analgésico contra as dores. “Este é o 13o dia sem ter feito a cirurgia e não entendemos por quê. Ela não tem dias de vida, tem horas”, declarou a assistente paralegal do caso, Melissa Zúñiga.

A porta-voz do ICE, Danielle Bennett, afirmou que “depois que o médico determinou que o estado de saúde [da paciente] era estável, ela recebeu alta do hospital e voltou para a custódia do ICE”. Além disso, Bennett especificou que Beltrán tem uma consulta com um especialista nesta segunda-feira para que seja determinado seu estado de saúde e que “enquanto isso, a equipe médico do ICE a mantém sob observação”, acrescentou.

Na sexta-feira, a Anistia Internacional lançou uma campanha para que seus membros façam um apelo ao ICE pedindo pela libertação da imigrante, enquanto o recurso está sendo considerado.

“ICE, ICE, solte-a agora!”, gritava um grupo de manifestantes da Anistia Internacional que se reuniu diante de uma das sedes do ICE em Nova York, na sexta-feira. O caso de Beltrán gerou protestos isolados e apelos através das redes sociais, enquanto organizações de defesa dos imigrantes estão ocupadas na luta contra o endurecimento da política migratória sob a liderança de Donald Trump.

A Casa Branca advertiu que serão criados mais espaços de detenção para agilizar as deportações, e Trump proibiu a prática do catch and release, que consistia em libertar os ilegais que não haviam cometido delitos e não reportá-los às autoridades de imigração.

Segundo os registros do ICE, Beltrán entrou nos Estados Unidos por um setor próximo a Hidalgo, no Texas, em 7 de novembro de 2015. Em 26 de janeiro de 2017, um juiz ordenou sua deportação. Os advogados que recorreram da sentença em seu nome alegam que ela tentava fugir da violência doméstica e de outras ameaças.

“Temos de colocar a cara mesmo e brigar contra o racismo”

Everton Luiz, do Partizan Belgrado, fala sobre o episódio na Sérvia que o fez sair chorando do campo e diz que o que o mais o feriu foi a indiferença dos jogadores rivais

G. P

Everton Luiz é mais uma entre diversas vítimas de racismo no futebol europeu. No último domingo, no jogo entre Partizan Belgrado, sua equipe, e Rad Belgrado, o jogador brasileiros se deparou com a torcida adversária imitando gestos e barulhos de macacos. Ao fim do jogo, não suportou a raiva, reagiu às ofensas e chorou. Dias após o ocorrido, ele concedeu entrevista ao EL PAÍS Brasil e falou sobre o episódio de racismo.

Pergunta: O que exatamente você ouviu durante a partida e em que momento percebeu que era direcionado a você?

Resposta: Eu comecei a ouvir torcedores fazendo o barulho de um macaco, além dos gestos. Isso me incomodou. Eu sabia que era para mim pois cada vez que eu chegava mais perto da arquibancada, os gritos e gestos ficavam ainda mais intensos.

P. O que você sentiu quando notou os insultos? Te deu sensação de impotência?

R.
Claro. Impotência, tristeza, raiva, agonia. São muitos os sentimentos que eu tive ali no momento. A gente espera, está acostumado, mas quando acontece, nos deixa bem triste.

P. Você se arrepende de ter reagido da forma que reagiu? Se pudesse voltar atrás, faria o mesmo?

R.
Não me arrependo [de ter mostrado o dedo do meio aos torcedores]. O racismo daquelas pessoas me tirou do sério, e este é um assunto que me tira do sério. Não falo em voltar atrás. Não consigo nem me imaginar voltando atrás em um episódio desses. Espero que nunca mais aconteça.

P. Como agiram os seus colegas durante o ocorrido e como está sendo no clube agora?

R. Do lado do Partizan, foi tudo muito bom. Meus amigos de clube, comissão, amigos fora, família, enfim. Tenho recebido apenas apoio.

P. E as reações do Rad? Alguém tentou se desculpar com você ou ofereceu qualquer tipo de suporte?

R.
Infelizmente, foi o que mais me feriu. As reações dos jogadores deles, que são meus companheiros de trabalho, e não tentaram me defender, ou coibir aquilo. Não recebi nada até agora.

P. O goleiro Kljajic te abraçou após o jogo, numa imagem marcante. O que ele te disse naquele momento?

R.
Ele ficou tentando me acalmar, me dando apoio, me dando suporte. Para ser sincero, eu estava tão chateado naquele momento, que pouco ouvi. Foi difícil ir me acalmando.

P. Você já passou por isso antes, seja na Suíça, México, Sérvia ou até mesmo no Brasil?

R.
Não. Já passei por situações pequenas e até corriqueiras, mas algum episódio neste nível nunca. Esta foi a primeira vez.

P. Sua família já sofreu com outro caso de racismo fora do Brasil?

R.
Aconteceu uma vez aqui na Sérvia. Estávamos [eu, minha mulher e meus filhos] no mercado, e uma criança colocou a mão no cabelo dela e falou “eca”. Ela é muito nova, tem apenas quatro anos. Ficou triste, mas a mãe dela foi acalmando, explicando e passou. Ela ainda não entende a proporção.

P. Você se sente à vontade vivendo na Sérvia? Pretende continuar atuando neste país depois do ocorrido?

R.
Tenho contrato com o clube, sou bem tratado aqui e a torcida gosta muito de mim. Pretendo permanecer aqui até quando aparecer algo melhor para mim. Não tenho o que reclamar do clube e de seus torcedores, pelo contrário.

P. Diversas vezes a torcida do Partizan demonstrou muito carinho por você. Já recebeu mensagens deles desde então?

R.
Eu estou vivendo uma fase ótima aqui. Graças a Deus estou conseguindo me destacar, jogando bem, sendo um dos melhores da competição. Isso faz a torcida gostar de mim. Eu recebei, sim, algumas mensagens de apoio. Isso nos dá força pra continuar.

P. A Sérvia já tem um passado com casos de racismo. O que você pensa sobre a forma como o país combate o racismo e o que espera dessa vez?

R.
Eu creio que o racismo seja uma situação bem complicada na Europa como um todo. Você vê coisas, ouve relatos. Infelizmente, o racismo ainda é muito grande no mundo todo, até mesmo no Brasil. Creio que temos de colocar a cara mesmo e brigar contra isso.

P. Depois de dois dias com mais calma, se pudesse mandar um recado, o que você diria aos torcedores que imitaram macacos para você?

R.
Eu diria que Deus nos fez iguais, e enquanto nós plantarmos ódio, só colheremos ódio. Queremos plantar amor, igualdade, humanidade. É nisso que eu acredito e são estas as bandeiras que vou sempre buscar representar.

Após semanas de caos e insegurança, termina a paralisação da PM no Espírito Santo

 

Heloísa Mendonça

As mulheres e familiares de policiais militares do Espírito Santo desocuparam os portões dos batalhões e quartéis de diversas cidades capixabas, colocando fim a paralisação da polícia militar no estado, três semanas depois do seu início. O Quartel do Comando Geral (QCG), em Vitória, um dos locais mais emblemáticos do bloqueio realizado pelas mulheres, foi liberado nesta manhã. O fim do protesto ocorreu depois de familiares dos PMs e representantes do Governo do Estado chegarem a um acordo para por fim ao movimento. A reunião durou nove horas e foi mediada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-ES).

Desde o início do mês, as mulheres fecharam as entradas de batalhões impedindo a saída dos militares para policiamento nas ruas capixabas, o que desencadeou um caos de violência no Estado. Durante a paralisação, pelo menos 199 pessoas morreram, segundo dados do Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol-ES).

É assim que se faz jornalismo !