Guns N’Roses e vocalista do Megadeth prestam homenagens à Chapecoense

Banda norte-americana e Dave Mustaine fizeram postagens no Twitter em tributo à equipe catarinense

A tragédia da Chapecoense ocorrida na Colômbia na última terça-feira, 29, comoveu não apenas os fãs de futebol, como também o mundo da música. Por meio de redes sociais, a banda norte-americana Guns N’Roses e o vocalista da conterrânea Megadeth, Dave Mustaine, prestaram suas homenagens às vítimas, os familiares e os torcedores da Chapecoense.1480519684_257841_1480520808_noticia_normal_recorte1

Em sua conta do Twitter, o Guns N’Roses postou um vídeono qual é tocada a música Knockin’ On Heaven’s Door (em português, “Batendo na porta do céu”). As fotos de perfil de Facebook e Twitter da banda foram atualizadas para uma montagem com os emblemas da banda e do clube.

 

 

Um milagre em meio à tragédia do acidente de avião da Chapecoense

Seis pessoas, duas delas em estado grave, sobreviveram à tragédia porque aeronave não explodiu

Em La Ceja, no leste da Colômbia, é comum o céu estar cinzento. Moradores da cidade dizem que sempre faz frio, chove pouco, mas de forma constante. Na manhã desta terça-feira, a paisagem, com a qual estão tão acostumados, foi diferente. Desde muito cedo, eles ouviram helicópteros que sobrevoavam a região. Ligaram o rádio e souberam que a poucos minutos dali – meia hora de carro – havia caído um avião. A notícia já dava volta ao mundo. Uma aeronave que transportava os jogadores da equipe de futebol Chapecoense, do Brasil, havia se acidentado e pelo menos 71 pessoas estavam mortas.

Os helicópteros e a movimentação de voluntários da Defesa Civil que se encaminham para o Cerro El Gordo, onde o avião caiu, fazem parte das ações de resgate que se desenvolvem no local do acidente desde que houve a confirmação do ocorrido. Somente o mau tempo, que piorou na madrugada, obrigou ao adiamento do trabalho por algumas horas. Em La Ceja, as pessoas, nas ruas, indicam a localização das clínicas para onde foram transportados os sobreviventes. “Desde cedo as pessoas estão procurando por elas, parece que todos querem comprovar que ainda possa haver vida depois do que aconteceu”, diz um funcionário de uma obra. “Os jogadores foram levados para ali”, aponta, indicando para seguir reto. Ele se refere ao local para onde foram levados os jogadores Alan Ruschel (23 anos) e Helio Hermito Zampier (31 anos), além do jornalista Rafael Henzel Valmorbida (43 anos), três dos sobreviventes do acidente.

No Brasil, uma relação de amor e ódio com Fidel Castro

El País

Amor e ódio marcam a relação dos brasileiros com o comandante cubano. Desde a sua primeira visita ao país em 1959, ele nunca saiu daqui

Por amor ou por ódio a sua figura, Fidel Castro é um personagem onipresente no Brasil. Foi e é um grande inspirador para os movimentos de esquerda brasileira, especialmente o Partido dos Trabalhadores, apegados à imagem de resistência ao capitalismo ocidental promovida pelo comandante cubano. É execrado, por outro lado, pelos movimentos de direita e anti-PT que enxergam em Fidel a encarnação do mal, com destaque para seu lado ditatorial, seus desmandos autoritários, a falta de liberdade do povo cubano. A generosidade dos governos petistas com a ilha também é alvo de manifestações de ódio de seus detratores.

Mais recentemente, ficaram em destaque acordos entre o Brasil e Cuba na área de saúde com a chegada dos médicos cubanos durante o Governo Dilma, dentro do programa Mais Médicos, para atender áreas carentes onde faltavam profissionais brasileiros. A construção do porto Mariel também ganhou destaque, num acordo que se tornou polêmico, com o patrocínio do BNDES, e a participação da empreiteira Odebrecht.

A proximidade do comandante com os ex-presidentes Lula e Dilma sempre despertou paixões, para o bem e para o mal. Fidel foi sempre explícito em seu entusiasmo pelo governo de Lula. “A eleição de Lula traz ânimo, esperança e otimismo à América Latina”, afirmou em 2003, quando o ex-presidente foi confirmado no poder. Numa das últimas manifestações do Governo cubano, este ano, a diplomacia da ilha criticou o processo que viria a destituir Rousseff do poder.

Mas a relação estreita entre o Brasil e Cuba vem de longa data, na verdade. Poucos meses depois da vitória das tropas de Fidel sobre o ditador Fulgencio Batista, no dia 1 de janeiro 1959, o presidente brasileiro Juscelino Kubitschek reconheceu o novo Governo, ainda sem ter clara qual seria a orientação política deste. Kubitschek tinha interesses numa política panamericana, que já vinha sendo negociada com Batista, e queria contar com o apoio do novo líder da ilha caribenha.

Fidel viria a visitar o Brasil naquele ano. Acabou conhecendo a capital Brasília ainda em obras, conta historiador Vitor Bemvindo, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, em artigo publicado no portal Revista da História. “No Rio, teve uma agenda digna de grandes chefes de Estado”, conta o historiador. Trocou charutos com Kubitschek, e enalteceu o papel do Brasil para o continente. “Em entrevista coletiva na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), o comandante cubano reforçou a imagem: ‘Cabe ao Brasil a posição de líder na luta dos povos latino-americanos contra o subdesenvolvimento”.

Os governos militares no Brasil, alinhados aos EUA nos tempos da guerra fria, congelariam essa aproximação. O país rompeu relações diplomáticas com Cuba. O comandante, porém, patrocinado pela então União Soviética, tentou fortalecer um movimento de guerrilha no Brasil para lutar contra a ditadura dos generais. Não deu certo, e a ditadura se perpetrou até 1985. Mas muitos dos nomes que passaram por treinamento na ilha estão no cenário político até hoje. Pelo menos 202 militantes de esquerda seguiram foram treinados pelas tropas de Fidel. Dentre os mais famosos, José Dirceu, hoje preso pelo processo do mensalão, o ex-deputado Fernando Gabeira, e o ex-ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

A relação diplomática entre os dois países seria restabelecida em 1986, já com a democracia restabelecida no país. Desde então, os governos brasileiros têm ampliado a troca comercial e inclusive a presença de companhias nacionais na ilha. Somavam-se 400 até recentemente. Em entrevista ao jornal Estado de São Paulo este ano, o embaixador Rubens Barbosa lembrou que a proximidade com Cuba não foi obra do PT, mas uma política de Estado do país. “O Brasil sempre apoiou Cuba, não foi o governo do PT que começou a apoiar Cuba. Todos os governos pediram o reingresso de Cuba no sistema americano e foram contra o embargo, queriam a normalização da relação de Cuba com todos os países.”

A sua morte, uma vez mais, volta a despertar os sentimentos contraditórios dos brasileiros pela sua figura. Enquanto alguns celebram a morte de um tirano, outros choram a morte de um dos maiores personagens do século XX. Definitivamente, há pouco espaço para a indiferença em relação ao seu nome no Brasil.

Fátima: milagre, mentira e/ou negócio

Um abaixo-assinado pede que o papa Francisco não respalde com sua visita a misteriosa aparição na cidade portuguesa

JAVIER MARTÍN

O papa Francisco visitará Portugal no ano que vem para comemorar o centenário da aparição da virgem a três pastorzinhos na localidade de Fátima, segundo a Igreja Católica.

O anúncio motivou um manifesto intitulado Contra a Credibilização do “Milagre” de Fátima, que está recolhendo assinaturas via Internet para que o pontífice visite o que quiser, mas que não perpetue essa história. Já são mais de 600 assinaturas em poucos dias, entre elas a de um sacerdote, além de antropólogos e personalidades da sociedade civil, como o músico Pedro Barroso, um de seus porta-vozes.

O abaixo-assinado não se opõe à visita nem à Igreja Católica, e sim, segundo os signatários, à propagação de algo infundado. “O milagre é um embuste, uma farsa, uma má encenação com cem anos, tempo suficiente para ter desmascarado o que hoje em dia é um negócio”, declarou Barroso à agência Lusa.

“O papa Francisco é uma personalidade que merece algum respeito nosso por muitas atitudes em favor de uma Igreja mais moderna, uma Igreja de verdade, uma Igreja Católica de grande responsabilidade, e muitas vezes com intervenções sociais e públicas de grande valor. Como vai referendar uma coisa destas?”, pergunta-se Barroso.

Os signatários pedem a Francisco que, se visitar Fátima, se muna do açoite para expulsar os vendilhões do templo que, no entender deles, é o que virou o santuário edificado no lugar das supostas aparições aos pastores, visitado por milhares de pessoas anualmente.

O manifesto recomenda uma série de livros sobre o que realmente ocorreu, como Fátima Nunca Mais (1999) e Fátima S/A (2015), do padre Mário do Oliveira, signatário do manifesto, e ressalta que a época do suposto milagre era marcada por um “grande obscurantismo cultural e com evidente aproveitamento dessa rústica ignorância” por parte da Igreja

“Não é preciso um grande esforço”, diz o texto, “para chegar a esta conclusão, nem grande erudição teológica para analisar o caso. A evidência do logro fica bem clara, bastando, no essencial, ler alguns documentos oficiais e alguns livros de pessoas – algumas assumidamente católicas – com autoridade na matéria […] para concluir pela sua total inconsistência”.

O abaixo-assinado diz que, seguindo a postura de seriedade que vem adotando em seu pontificado, “o melhor serviço que o papa Francisco prestaria à verdade histórica, seria NÃO vir a Fátima, assim desmistificando o chamado ‘milagre dos pastorinhos’, recusando colaborar com ele, ou dar-lhe o seu aval”.

Francisco será o quarto Papa a visitar Fátima, depois de Paulo VI (1967), João Paulo II (1982, 1991 e 2000) e Bento XVI (2010).

El País Brasil

Fidel em cifras: do discurso mais longo na ONU a aparições em ‘Os Simpsons’

Tendo em conta os 90 anos que Fidel Castro viveu, nas redes sociais muitos usuários se referem à longevidade do ex-dirigente cubano. Há quem pergunte a quantos presidentes dos EUA e papas ele sobreviveu, quanto tempo durou aquele discurso tão longo na ONU e quantos líderes exerceram o poder mais tempo do que ele. Estes e outros dados estão na lista abaixo:

11 – Número de presidentes norte-americanos que passaram pelo cargo

Durante o mandato de Castro, passaram pela Casa Branca, pela ordem: Dwight Eisenhower, John F. Kennedy, Lyndon Johnson, Richard Nixon, Gerald Ford, Jimmy Carter, Ronald Reagan, George Bush, Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama. Você pode assistir a um vídeo com uma linha do tempo aqui.

47 – Anos que governou Cuba

Fidel Castro assumiu o posto de primeiro-ministro de Cuba em 16 de fevereiro de 1959. Em 2006, delegou provisoriamente suas funções por problemas de saúde e no dia 19 de fevereiro de 2008 anunciou seu afastamento definitivo, embora tenha conservado o cargo de primeiro-secretário do Partido Comunista.

2.500 – Número aproximado de discursos pronunciados

Alguns biógrafos estimam que Fidel Castro pronunciou mais de 2.500 discursos durante sua carreira política.

269 – Duração em minutos de seu mais longo discurso na ONU

A biblioteca Dag Hammarskjold, das Nações Unidas, em sua seção sobre perguntas mais frequentes, responde qual é o discurso mais longo realizado na organização. A resposta é aquele feito por Castro na reunião plenária de 26 de setembro de 1960, com 4 horas e 29 minutos.

8 – Número de dirigentes russos que passaram pelo cargo

Pelo Kremlin, enquanto Castro esteve no poder, passaram, também pela ordem: Nikita Khrushchov, Leonid Brejnev, Yuri Andropov, Konstantin Chernenko, Mikhail Gorbachev, Boris Yeltsin, Vladimir Putin e Dmitri Medvedev.

8 – Número de papas durante sua vida

Do nascimento, em 1926, até a morte, em 2016, passaram sete papas pelo Vaticano: Pio XI, Pio XII, São João XXIII, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II, Bento XVI e Francisco. Conheceu pessoalmente os últimos três.

46 – Aparecimentos em documentários

De acordo com o banco de dados sobre cinema IMDB, Fidel Castro apareceu em 46 documentários entre longas-metragens e doc-reportagens para a televisão. Também apareceu como figurante com uma fala no filme Vacaciones en México(Férias no México), de 1946. O dirigente dizia, segundo conta a revista de cinema Variety, uma frase: “Sim ianque, Havana tem as mulheres mais bonitas e de sangue mais quente do mundo, você vai gostar disso”.

8 – Número de tentativas de assassinato desclassificadas pela CIA

Em 2007, a CIA desclassificou 700 páginas de documentos relativos ao período entre 1953 e 1973 que incluíam informações sobre tentativas de assassinato do líder cubano. Conforme relatado pela CNN e pelo The Washington Post, os documentos traziam dados de “pelo menos oito tentativas de assassinato de Castro entre 1960 e 1965”. As autoridades cubanas falam em números muito maiores: mais de 600 tentativas.

2 – Únicos chefes de Estado mais veteranos que Castro no momento de deixar o cargo

O Rei Bhumibol Adulyadej, da Tailândia, e a rainha Elizabeth II, da Inglaterra, são os únicos chefes de Estado com mais tempo no cargo do que Castro. Adulyadej, que também morreu neste ano, ficou no poder durante 70 anos, quatro meses e quatro dias. Elizabeth II já está há 64 anos.

2 – Aparições em Os Simpsons

Castro aparece em dois episódios de Os Simpsons: em Um Negócio de Trilhões, em que Fidel rouba a nota de um trilhão de dólares –momento muito lembrado no Twitter depois de sua morte– e em Bilionário por Um Dia, em que aparece em sala de espera da Clínica Mayo.

5 – Cargos políticos que ocupou

Durante a carreira política Castro ocupou cinco cargos, vários deles simultaneamente: primeiro-ministro (1959 – 1976), presidente de Cuba (1976 – 2008), deputado (desde 1976), chefe das Forças Armadas Revolucionárias (1956-2008) e primeiro secretário do Partido Comunista de Cuba (1965–2011).

11–- Mortos em greves de fome durante o seu regime

O Archivo Cuba, organização humanitária e centro de estudos sem fins lucrativos, afirma que até 2016 morreram 13 pessoas em greves de fome em Cuba. Desse total, 11 morreram sob o mandato de Fidel Castro e duas sob seu irmão Raúl.

2 – Partidos em que militou

Partido Ortodoxo e Partido Comunista de Cuba.

Cuba deixa para trás o século XX com a morte de Fidel

Fidel Castro, o homem que mudou a história de Cuba com uma revolução socialista com a qual enfrentou os Estados Unidos durante meio século, morreu na noite desta sexta-feira em Havana, aos 90 anos. Desaparece assim a figura política mais influente do século XX na América Latina, um gênio do poder tão louvado quanto atacado durante sua longa e tempestuosa existência. Retirou-se do comando em 2006, por doença, e desde então sua presença num primeiríssimo segundo plano continuou funcionando como pilar simbólico do regime que fundou em 1959, mesmo nos últimos anos da velhice, já muito debilitado. Agora Fidel, como os cubanos o chamavam, fossem eles seus adeptos ou mais acérrimos inimigos, não está mais aqui. Cubacaminha sem ele pela primeira vez em seis décadas. A rota a seguir, capitalismo vermelho de partido único, pluralismo de partido hegemônico ou transição para a democracia, ainda é muito incerta.

Foi o líder moral desde sua aposentadoria, e o seguirá sendo seu irmão Raúl Castro, de 85 anos. O general e presidente de Cuba foi quem anunciou a morte de Fidel numa mensagem pela televisão, que começou com voz trêmula. “Com profunda dor compareço para informar ao nosso povo, aos amigos da nossa América e do mundo que hoje, 25 de novembro de 2016, às 10h29 da noite, faleceu o comandante em chefe da Revolução Cubana.”

A notícia apanhou Havana já de noite, e as discotecas foram fechando. Também o Malecón se esvaziou. Os cubanos que tinham saído para dançar ou passear foram se recolhendo. Os poucos que comentavam o ocorrido falavam de Castro, majoritariamente, como uma figura “respeitada”. Tristes, mas sem grandes dramalhões. “Perder Fidel é como perder um pai, um guia, o farol da nossa Revolução”, declarou Michel Rodríguez, padeiro de 42 anos, à France Presse.

“Já se esperava, mas não deixa de causar uma surpresa”, comentava por telefone, da capital cubana, Enrique López Oliva, professor de História na Universidade de Havana, de 80 anos. “Isto marca o fim de uma etapa e o início de outra que as pessoas nas ruas acham que significará uma aceleração do processo de mudanças”, acrescentou.

Enquanto na ilha quem se pronunciava em público era para louvar a figura do herói da revolução, em Miami o núcleo duro do exílio anticastrista foi para a rua assim que a notícia foi divulgada, fazendo um carnaval para comemorar a morte de Castro. A Pequena Havana, feudo histórico dos opositores da Revolução, se encheu de gente festejando o acontecimento. Todos amontoados com bandeiras de Cuba, panelas e tambores, gritando sua satisfação. “Viva Cuba libre!”

El País Brasil

Crise no Estados

G1

O governo do RS anunciou um pacote para conter a crise que inclui demissões, a extinção de 11 órgãos públicos e a redução do número de secretarias. A estimativa é economizar R$ 146,9 milhões, mas as medidas ainda precisam ser votadas na Assembleia Legislativa.

Veja a lista dos órgãos que deixarão de existir.

Chocolate capaz de combater cólicas menstruais é criado na Suiça

O alimento é feito da combinação de 60% de chocolate cacau e 17 ervas dos Alpes suíços

“Frauenmond – Lua das Mulheres” é o nome do chocolate lançado na Suíça que promete acabar com as cólicas menstruais.  Desenvolvido pelo chocolatier Marc Widmer, o alimento é feito da combinação de 60% de chocolate cacau e 17 ervas dos Alpes suíços. As informações são do Catraca Livre.
Segundo o criador do produto, as ervas são os ingredientes que corroboram no combate das dores causadas pela cólica, já que provocam aumento dos níveis de serotonina – substância que quando produzida pelo organismo em baixa quantidade, provoca mau humor e vontade de comer doces e massas.
O produto, por enquanto, só é vendido na Suiça e ainda não tem previsão para chegar ao Brasil.

Redação O POVO Online

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