Nos anos trinta, o Brasil tinha três ídolos: Getúlio Vargas (presidente do Brasil), Orlando Silva (o cantor das multidões) e Leonidas da Silva (o craque do futebol). A popularidade de Leonidas era incrível. Quem gostasse de futebol não abria mão de ir aos estádios para assistir suas jogadas imprevisíveis e seus gols maravilhosos.
Nasceu no Rio de Janeiro no dia 6 de setembro de 1913. Começou no Bonsucesso com 18 anos. Em 1932 foi para o Penarol do Uruguai e no ano seguinte retornou ao Brasil para jogar no Vasco da Gama. Participou na Copa do Mundo de 1934. O Brasil jogou apenas uma partida. Perdeu para a Espanha por 3×1 e o gol foi de Leonidas. Se transferiu para o Botafogo e, em 1936, estreava no Flamengo onde viveu alguns de seus melhores momentos no futebol. Brilhou na Copa do Mundo de 1938 e se tornou o artilheiro da competição com oito gols. Recebeu o apelido dos franceses de “O homem de borracha”. Antes, já era conhecido como “o rei da bicicleta” em “o diamante negro”, que mais tarde se transformou em nome de chocolate. Venceu um concurso promovido pelos cigarros Magnólia, que apontou “o maior craque do futebol brasileiro”. Leonidas venceu com 249.080 votos.
Leonidas da Silva foi duas vezes campeão carioca pelo Flamengo e depois de alguns problemas com o presidente Gustavo de Carvalho, se transferiu para o São Paulo onde encerrou sua carreira em 1951. Também conquistou cinco títulos de campeão paulista pelo clube tricolor. Hoje, com sérios problemas médicos, vive na Clínica Geriátrica Granja Viana, em São Paulo.

