Conhecidos pelo tratamento e assistência humanizada aos usuários, os Centros de Atenção Psicossocial também realizam um trabalho junto aos familiares dos pacientes atendidos. Durante o período em que medidas de distanciamento social são necessários por conta da Pandemia do novo coronavírus, as atividades para esse público também foram adaptadas.
Uma das unidades que adotou nova forma para assistir também a este público foi o Caps Rostan Silvestre, que fica na Jatiúca. Com a utilização de redes sociais e ligações telefônicas, os profissionais mantêm contato com os familiares por meio de grupos do WhatsApp voltadas para que eles falem sobre as suas conquistas e dificuldades pessoais do cotidiano.
De acordo com Márcia Arruda, assistente social do Caps Rostan, este é um momento em que eles precisam retratar suas experiências individuais, já que os usuários sem tentar envolver diretamente como está para o usuário pelo qual é responsável, que também já contam com acompanhamento personalizado para este momento.
“Um vai contagiando o outro com isso e vai mostrando que é possível ter uma vida, apesar de ter que exercer esse cuidado. Então, é um grupo muito rico. e é especificamente para o cuidador. Era um grupo que acontecia quinzenalmente, mas foi crescendo e eles foram demandando mais coisas, então passou a ser semanal, todas as quarta-feiras, às 9h”, conta a assistente social.
Maria José da Conceição é uma das cuidadoras atendidas. Ela destaca a importância da assistência recebida dos profissionais. “Pra mim está sendo ótimo. O remédio da Soledade está vindo. E eu disse pra Márcia, assistente social, que eu não poderia estar indo pegar [remédio], porque eu sou do grupo de risco, já que tive câncer em 2017. Aí ela manda o motorista trazer, tudo tranquilo”, relata a mãe da usuária. “Se não ligasse eu ia ficar com raiva”, brinca.
A mãe de outro usuário, Nazaré Pereira, também está sempre presente no Caps por conta das atividades que visam integrar profissionais, usuários e familiares. Neste período ela tem compartilhado os acontecimentos com os servidores da unidade.
“Eu acho ótimo, até porque além de não estar podendo ir pro Caps eu sou muito ocupada, então pelo menos estão preocupados em saber como a gente está, se está bem. Falei com o pessoal hoje, semana passada, sempre falo com a Márcia, mando mensagem, e assim vamos seguindo em frente até voltar”, completa.
Graziela França/ Ascom SMS

