Dia da Luta Antimanicomial será comemorado nas redes sociais

18 de maio é um dia muito marcante para usuários e profissionais dos serviços de Saúde Mental. Nesta data comemora-se o Dia da Luta Antimanicomial em todo o País, reforçando a importância de um serviço humanizado e acolhedor no tratamento de pacientes com transtorno mental.

Mesmo em tempo de isolamento social, este dia não pode passar sem comemoração. Por isso, a Gerência de Atenção Psicossocial da Secretaria Municipal de Saúde preparou uma transmissão ao vivo pelo Instagram, aberta aos usuários, profissionais e população em geral. O tema será Saúde Mental e ciclos da vida, às 15h, e contará com os profissionais Telma Melo, Valdiza Soares e Márcio Soares.

“Durante as lives, a equipe recolherá perguntas dos participantes pelo chat e selecionará duas para cada convidado, tentando contemplar as diversas temáticas e feitas por estudantes, usuários, familiares  e trabalhadores. O mediador fará a pergunta aos debatedores, que procederão então as respostas e considerações finais”, explica Roseane Farias, assistente socia

Para obter certificado das transmissões, a participação será contabilizada a partir do envio de respostas ao formulário, referente a cada encontro e receberá declaração acerca das horas relativas aos encontros registrados.

Com o lema  “Por uma Sociedade sem Manicômios”, o objetivo da Data é mostrar que esses usuários também devem ter acesso  a moradia, saúde, educação, trabalho e renda, que são direitos garantidos  na constituição, modificando assim condutas de exclusão,  preconceitos e cerceamento da liberdade e reafirmando o respeito às pessoas  com suas diferenças.

De acordo com Izolda Dias, gerente de Atenção Psicossocial da SMS, a data se caracteriza pela luta pelos direitos das pessoas com sofrimentos psíquicos. E este ano a comemoração utilizará a tecnologia para diminuir a distância física.

“É preciso que todos tenhamos sensibilidade em considerar o sofrimento mental como algo que pode acontecer a qualquer um. E é um elemento que só é tratado de maneira adequada com aproximação entre as pessoas e enfatizando a humanidade que temos. O cuidado passa pela atenção plena desse sujeito e por uma combinação dos tratamentos existentes”, reforça a gerente.

Dia da Luta Antimanicomial

O movimento que luta pela desinstitucionalização de usuários dos manicômios teve início na década de 70, mas ganhou força no ano de 1987 quando foi marcado por dois momentos.

O primeiro foi durante o 2º Congresso do Movimento  Nacional dos Trabalhadores em Saúde Mental (MNTSM), que aconteceu na cidade de Bauru, em São Paulo, e reuniu mais de 350 profissionais, com participação de usuários e familiares. Neste evento foi lançado o manifesto de Bauru,  denunciando os abusos e violação de direitos humanos sofridos pelos pacientes dentro dos manicômios. O documento reivindicava ainda o fim desse tipo de tratamento e a instalação de serviços substitutivos.

O segundo marco foi a participação do MNTSM na I Conferência Nacional de Saúde Mental, rejeitando o regimento e o pré-relatório final, que estava pronto antes do início da Conferência. Assim o MNSTM, conduziu a Conferência que teve três temas básicos: Economia, Sociedade e Estado; Reforma Sanitária e reorganização da assistência à saúde mental e Cidadania e saúde mental.

Graziela França/ Ascom SMS

 

l da Gerência.

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